terça-feira, outubro 15

Com Investimento De US$ 50 Milhões Jeep Montara Veículos Militares

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Melo Licio

04/04/2019 -@LICIOMELO, BLOG BVMI

Projeto prevê montagem de 60 veículos por mês com geração de 50 empregos diretos e 200 indiretos.

Atraída pelo potencial de encomendas das Forças Armadas e das polícias estaduais e federal, a divisão de veículos militares da americana Jeep prepara a instalação de uma linha de montagem na Bahia para atender a este nicho de mercado.

O investimento, da ordem de US$ 50 milhões, depende apenas da escolha da área onde funcionará a unidade industrial.

Além de dois terrenos disponíveis no Polo Industrial de Camaçari, existe a opção de fabricar o modelo Jeep J8 – montado sobre a plataforma do utilitário Renegade – em instalações na cidade de Feira de Santana. A meta é iniciar a produção num prazo de seis a dez meses.

A operação de montagem, a partir de módulos importados, nada tem a ver com a da Fiat Chrysler Automobiles (FCA), conglomerado automotivo que desde 2015 fabrica veículos de passeio em Goiana, município da zona da mata pernambucana. A divisão de veículos militares da Jeep faz parte de um núcleo que pertence ao Departamento de Estado americano.

À frente do projeto na Bahia está o braço brasileiro da VSK Tactical. A empresa americana fornece equipamentos, armas, munições e treinamento na área de segurança.

“A margem aumenta significativamente com a produção no Brasil”, afirma o advogado Marcellus Ferreira Pinto, presidente executivo da VSK Tactical no Brasil. “A intenção é atender aos poucos a demanda contida.”

O planejamento prevê a montagem de 60 veículos por mês, todos do modelo J8, em seis configurações distintas.

O executivo conta que estão em negociação acordos para renovação da frota policial em dois Estados brasileiros, mas prefere não revelá-los porque os contratos ainda não foram assinados.

Numa primeira fase, o planejamento prevê a montagem de 60 veículos por mês, todos do modelo J8, em seis configurações diferentes, de acordo com a escolha do comprador.

“Esse era um nicho de mercado atendido apenas com importações”, lembra Ferreira Pinto, que anuncia hoje, na feira internacional de defesa e segurança LAAD, no Riocentro, zona oeste do Rio de Janeiro, a construção da unidade industrial no Brasil.

A decisão de montar o J8 no Brasil também está ligada à exigência crescente nos editais públicos de que as fábricas que fornecem o chamado “material de emprego militar” (MEM) estejam instaladas no país.

Como se trata apenas de uma linha de montagem, a previsão é de que sejam gerados apenas 50 empregos diretos e 200 indiretos na unidade a ser instalada na Bahia.

Os planos da VSK incluem ainda a formação de um polo técnico-militar, com a adesão de outras empresas que deverão se instalar na vizinhança da nova fábrica de veículos militares.

Ferreira Pinto informa que pelo menos três já têm contratos assinados: uma fabricante de armas de fogo, uma empresa de nanotecnologia de uso militar e uma montadora de veículos militares blindados pesados.

Outras duas empresas – uma de munições e outra de armas de fogo – também já manifestaram interesse em se integrar ao polo, acrescenta o executivo. A expectativa é de que o complexo se desenvolva no curto ou no médio prazo.

O J8 não estará disponível para venda a pessoas físicas. Embora utilize a plataforma do Jeep Renegade, o modelo militar foi projetado a partir de parâmetros estabelecidos pelo Exército brasileiro.

“Criamos um veículo do zero adaptado para rodar na Amazônia”, explica o principal executivo da VSK Tactical no Brasil.

A injeção dos US$ 50 milhões necessários à montagem da fábrica fica a cargo de um investidor estrangeiro não revelado por Ferreira Pinto.

Cabe à VSK Tactical cuidar de todas as fases da instalação da unidade industrial, inclusive as conversações com os governos estaduais. E, também, negociar a venda dos veículos com possíveis clientes institucionais.

Entre os potenciais compradores estão, além das polícias civis e militares estaduais, as guardas municipais e até o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Fonte – BVMI – Rodrigo Carro

 

ENGLISH

US$ 50 MILLION JEEP INVESTMENT TO MOUNT MILITARY VEHICLES

Melo Licio

04/04/2019 – @Liciomelo, BVMI BLOG

The project provides for assembly of 60 vehicles per month with the generation of 50 direct jobs and 200 indirect jobs

Attracted by the potential for orders from the Armed Forces and the state and federal police, Jeep’s military vehicles division is preparing the installation of an assembly line in Bahia to serve this market niche.

The investment, in the order of US $ 50 million, depends only on the choice of the area where the industrial unit will operate.

In addition to two lands available at the Camaçari Industrial Complex, there is the option of manufacturing the Jeep J8 – mounted on the Renegade utility platform – at facilities in the city of Feira de Santana. The goal is to start production in six to ten months.

The assembly operation, from imported modules, has nothing to do with that of Fiat Chrysler Automobiles (FCA), an automotive conglomerate that since 2015 has manufactured passenger cars in Goiana, a municipality in the Mata region of Pernambuco. Jeep’s military vehicle division is part of a nucleus that belongs to the US State Department.

At the head of the project in Bahia is the Brazilian arm of VSK Tactical. The American company supplies equipment, weapons, ammunition, and safety training.

“The margin increases significantly with production in Brazil,” says lawyer Marcellus Ferreira Pinto, executive president of VSK Tactical in Brazil. “The intention is to meet the contained demand.”

The planning foresees the assembly of 60 vehicles per month, all of the J8 model, in six different configurations.

The executive says that agreements are under negotiation for the renewal of the police fleet in two Brazilian states, but he prefers not to reveal them because the contracts have not yet been signed.

In the first phase, the planning foresees the assembly of 60 vehicles per month, all of model J8, in six different configurations, according to the choice of the buyer.

“This was a market niche served only with imports,” recalls Ferreira Pinto, who announces today the construction of the industrial unit in Brazil at the international defense and security fair LAAD in Riocentro, west of Rio de Janeiro.

The decision to mount J8 in Brazil is also linked to the growing demand in public notices that factories supplying so-called “military employment materials” (MEMs) are installed in the country.

As it is only an assembly line, the forecast is that only 50 direct jobs and 200 indirect jobs will be generated in the unit to be installed in Bahia.

VSK’s plans also include the formation of a technical-military pole, with the adhesion of other companies that are to be installed in the neighborhood of the new factory of military vehicles.

Ferreira Pinto informs that at least three already have signed contracts: a firearm maker, a military-use nanotechnology company and an assembler of heavily armored military vehicles.

Two other companies – one for ammunition and one for firearms – have also expressed interest in joining the polo, the executive adds. It is expected that the complex will develop in the short or medium term.

J8 will not be available for sale to individuals. While using the Jeep Renegade platform, the military model was designed from parameters set by the Brazilian Army.

“We created a vehicle from scratch that was adapted to run in the Amazon,” explains the chief executive of VSK Tactical in Brazil.

The injection of the US $ 50 million needed to set up the factory is the responsibility of a foreign investor not disclosed by Ferreira Pinto.

It is up to VSK Tactical to take care of all the phases of the installation of the industrial unit, including the talks with the state governments. And, also, negotiate the sale of vehicles with potential institutional clients.

Among the potential buyers are, besides the state civil and military police, municipal guards and even the Brazilian Institute of Environment and Renewable Natural Resources (Ibama).

Source – BVMI – Rodrigo Carro

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